Fontes
Booklet Mitos e Fatos, 2024
No Brasil, a celulose usada para produção de papel vem de árvores cultivadas e de materiais reciclados.
As plantações de árvores, manejadas de forma sustentável, desempenham um papel indispensável no combate às mudanças climáticas e na preservação dos recursos naturais.
Elas protegem o solo e os recursos hídricos, fornecem meios de subsistência e contribuem para o bem-estar das comunidades rurais e urbanas (2).
No Brasil, o setor de celulose e papel cultiva árvores para seu consumo e estimula o desenvolvimento florestal sustentável, comprando madeira de empresas reflorestadoras e de produtores independentes qualificados. São cerca de 3,6 milhões de hectares com plantações de árvores para celulose e papel (4).
Ao mesmo tempo que planta árvores para uso industrial, o setor preserva áreas de matas naturais em 35% a 50% da área total das suas propriedades.
Mais de 50% da colheita mundial de madeira é usada para combustível, enquanto 30% são processadas para outras indústrias e móveis. Apenas cerca de 13% são usadas para fazer papel (5).
As pressões mais comuns que causam desmatamento e degradação florestal severa são a agricultura de grande e pequena escala, exploração madeireira insustentável, mineração, projetos de infraestrutura e aumento da incidência e intensidade do fogo. WWF, Deforestation Fronts website, 2018
As plantações comerciais de árvores servem não só à produção de madeira, mas também fornecem outros serviços ecossistêmicos muito importantes, que contribuem direta ou indiretamente para o bem-estar humano (2). Esses serviços incluem a captura de carbono, que ajuda a mitigar as mudanças climáticas e a conservação do solo, prevenindo a erosão. Obviamente, as monoculturas de eucalipto e pinus não podem ser comparadas a uma floresta nativa em termos ambientais. No entanto, são muito melhores para o meio ambiente ao substituírem pastos degradados e já sem cobertura vegetal.
O plantio de árvores para produção de celulose é feito em fazendas ou hortos, como ocorre em outras plantações, como de cana, algodão, soja etc. Mas não se substituem florestas nativas por árvores plantadas e isso nem seria necessário. Há terras suficientes para expandir esses cultivos sem a necessidade de avançar sobre reservas naturais. Na verdade, muitas empresas brasileiras de celulose e papel preservam mais a vegetação nativa do que a própria legislação obriga. Em média, o setor brasileiro de árvores plantadas conserva 0,7 hectares de ecossistemas nativos para cada hectare cultivado.
As plantas nativas arbóreas e arbustivas, que fazem parte da biodiversidade local, são respeitadas e protegidas pelo setor brasileiro de celulose e papel. Além disso, as empresas reabilitam e implantam áreas de proteção permanente e de reserva florestal, que são exigidas pelas leis florestais e ambientais.
Não ocorrem desmatamentos dentro do setor de florestas plantadas para produção de celulose, pois as áreas escolhidas para plantações são áreas disponíveis e muitas vezes até degradadas por usos anteriores.
Quando há remanescentes de matas nativas nas propriedades onde eucalipto e pinheiros serão plantados pelos produtores de celulose, eles são incorporados aos planos de manejo como áreas de reserva legal ou de proteção permanente.
Fontes
Booklet Mitos e Fatos, 2024
2. Forest Europe, State of Europe’s Forests, 2020
4. https://www.iba.org/dados-estatisticos
5. Cepi, Forest Resources, accessed September 2023
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