O setor de árvores plantadas é um grande protetor das matas nativas
A celulose, principal matéria-prima para a fabricação de papel, é obtida a partir de árvores e de outros vegetais fibrosos. Por isso, muita gente pensa que usar papel causa desmatamento. No entanto, é exatamente o contrário!
Vários países produtores de celulose plantam as árvores necessárias para a sua produção.
No Brasil é assim. Quanto maior for a demanda de papel, cartão e papelão, mais árvores precisarão ser plantadas. Mesmo assim, o desperdício deve ser evitado. Papel, cartão e papelão devem ser usados apenas quando necessários.
Cada árvore colhida é substituída por várias outras para garantir o suprimento futuro de matéria-prima. Por isso, dizemos que a celulose vem de fontes renováveis. São 1,8 milhão de árvores plantadas por dia, que removem e estocam carbono da atmosfera (1).
Para obter a celulose, os produtores brasileiros usam o eucalipto australiano e o pinus norte-americano (um tipo de pinheiro).
Essas árvores não existem nas matas nativas brasileiras. Por isso, só estarão disponíveis se forem plantadas constantemente. Assim, os fabricantes plantam e incentivam o plantio das árvores que utilizarão.
O plantio de árvores para produção de celulose é feito em fazendas ou hortos, como ocorre em outras plantações, como de cana, algodão, soja etc. Mas não se substituem florestas nativas por árvores plantadas e isso nem seria necessário. Há terras suficientes para expandir esses cultivos sem a necessidade de avançar sobre reservas naturais. Na verdade, muitas empresas brasileiras de celulose e papel preservam mais a vegetação nativa do que a própria legislação obriga. Em média, o setor brasileiro de árvores plantadas conserva 0,7 hectares de ecossistemas nativos para cada hectare cultivado.
As plantas nativas arbóreas e arbustivas, que fazem parte da biodiversidade local, são respeitadas e protegidas pelo setor brasileiro de celulose e papel. Além disso, as empresas reabilitam e implantam áreas de proteção permanente e de reserva florestal, que são exigidas pelas leis florestais e ambientais.
Não ocorrem desmatamentos dentro do setor de florestas plantadas para produção de celulose, pois as áreas escolhidas para plantações são áreas disponíveis e muitas vezes até degradadas por usos anteriores.
Quando há remanescentes de matas nativas nas propriedades onde eucalipto e pinheiros serão plantados pelos produtores de celulose, eles são incorporados aos planos de manejo como áreas de reserva legal ou de proteção permanente.
Fonte
- Relatório Anual Ibá, 2024
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